23/11 - Entrevista com Nino Schembri

Considerado um fenômeno do Jiu-Jitsu brasileiro na década de 90, o faixa preta e campeão mundial de Jiu-Jitsu, Nino Elvis Schembri, falou com a TATAME sobre seu futuro no MMA e no Jiu-Jitsu. Recuperado da contusão no ombro que o deixou afastado por um longo período dos ringues, Nino ainda falou sobre os treinos na Black House, onde treina
a quase um ano, e suas expectativas para o Super Challenge Grappling. Confira a entrevista na íntegra abaixo:

Qual a expectativa para o Super Challenge Grappling?

Eu acho legal o evento de Submission, principalmente as regras que mudaram e estão priorizando a finalização. Acho isso excelente para a evolução do esporte, principalmente com esse tipo de regra que vai priorizar bem finalização, pegada de costas, montada. Eu vou tentar a sorte com os pesadões (risos).

Com esses caras mais pesados, você acha que da para chegar na final?

Eu vou tentar ganhar, se der um vou indo. Minha meta é ir passando uma luta de cada vez e tentar finalizar.

O André Galvão também está no evento. Você espera uma revanche com ele, uma vez que você perdeu para ele no pano?

Com quem for, tem vários atletas bons, ele também é um grande nome, mas tem várias pedreiras, não estou priorizando ele, mas se cair na frente vou tentar a revanche. Tem vários atletas de ponta e não estou priorizando ele.

Como estão seus treinamentos de MMA na Black House?

Os treinos na Black House estão 100%, é muito legal, tem toda a estrutura, Muay Thai, Boxe, Wrestling, Submission, Jiu-Jitsu, enfim, tem todo um aparato com a coordenação do Carlão, todos os professores, está bem legal. A academia já está despontando e, para quem quer lutar é o lugar perfeito, está 100% em todos os aspectos. E o mais importante é que estou no Rio, voltei para a minha casa, o Rio de Janeiro está muito legal.

Você tem luta marcada para esse ano?

Eu ia lutar no MMAC no dia oito de dezembro, mas o evento foi adiado para 2008.

Como está seu cartel hoje no MMA?


Eu tenho quatro vitórias e quatro derrotas. Eu lutei as primeiras cinco lutas fora do peso, então, o negócio é difícil, não é igual no quimono. Até no quimono fica difícil, então imagina saindo na porrada. Mas agora eu pretendo lutar bastante MMA e no peso é melhor, são
outras épocas, a época do pisão, cair montado e pegar o braço já passou. Hoje em dia todo mundo sabe tudo, não tem mais uma arte. Todo mundo luta todas as artes, então, meu negócio tem que ser no peso.

Você tem seu jogo forte no chão, mas se tiver que trocar em cima, você está preparado?

Eu to trocando também e dá para nocautear com certeza, mas eu sempre vou querer ir para a minha praia, onde eu me sinto bem mais a vontade. Mas é aquele negócio, eu não posso ficar querendo ir sempre pro chão, é MMA, é a mistura das artes marciais, então, tem que treinar tudo, mas com certeza meu forte é no chão.

Nós vamos ver você competindo no pano de novo?

Eu estou treinando de pano na Black House com o Silvio Behring. Dou sempre uns treinos de pano, mas eu ainda pretendo lutar de quimono, mas eu queria que rolasse uma grana no negócio, eu também não quero entrar sem estar treinado. Pra você entrar num mundial, num pan-americano, enfim, você tem que treinar bastante, então, eu agora
to visando lutas que me favoreçam financeiramente. Infelizmente esse ano eu tive algumas contusões, tive uma contusão no ombro, to tratando mas, como qualquer lutador você vive se machucando e esse ano eu to passando mais na fisioterapia que treinando.

Com a sua história no chão, você tem ajudado de alguma maneira o pessoal da Black House nos treinos de chão?


Eu ajudo onde for possível, mas dando aula eu não estou dando não. Quem da a aula de chão é o Sergio Babu, que é um excelente professor de chão. Eu sempre ajudo quem quer, mas não estou dando aula.

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